Como lidar com a geração Y?

13/11/2017

Existem dois extremos quando falamos na geração Y, ou Millennium como alguns a denominam. Uma parcela a defende com unhas e dentes enquanto a outra a considera como uma geração imatura, irresponsável e nada confiável. Em outras palavras, existem os que estão preparados para recebe-los e os que ainda não se atualizaram. Mas para nos aprofundarmos nessa discussão, vamos entender quem de fato pertence a essa geração.

Segundo filósofos, sociólogos e outros estudiosos das áreas humanas sociais, essa geração é compreendida pelos nascidos em torno de 1978 a aproximadamente 1993. Totalmente distinta das gerações anteriores, esse grupo se destaca na sociedade atual pelos seus ideias e prioridades que contrastam com as gerações passadas. Enquanto as gerações anteriores se destacam hoje por possuir, em sua maioria, algum cargo de posição elevada e estabilidade nas empresas, a geração Y não está nem um pouco interessada nesses quesitos.

Rotulada como a geração que consegue tudo o que quer, eles não possuem uma única bandeira ou grandes extremismos como as anteriores, mas dão um jeito de conseguir o que querem, já que possuem a mesma força.

Nascidos na era da internet aprenderam a ser, de certa forma, multitarefas já que não conseguem permanecer em projetos prolongados ou estabilizados. Existe uma necessidade muito grande de crescimento, aprendizagem e dar utilidade para aquilo que desempenham.

Embora rotulados como revoltados, inconsequentes, desrespeitosos ou até indisciplinados, esses jovens apenas possuem um pensamento que trabalha de forma mais ágil que as gerações passadas. Fazem o agora pensando no futuro e priorizam muito a aprendizagem e os valores éticos que trazem.

Um ponto importante é que essa geração não aceita uma chefia que se relaciona de forma vertical onde um manda e os outros obedecem. Precisam integralmente de uma comunicação horizontal onde exista um líder com a capacidade de instruí-los e ensinar, mas também aprender junto com eles.

Para mantê-los focados em algo são necessários processos que se desenvolvam de forma mais rápida e os desafios precisam ser constantes. Numa empresa, por exemplo, a média de tempo em que essa geração passa em um determinado cargo ou função é de apenas 1 ano. Após esse tempo eles já se sentem competentes para exercer novas funções e receber desafios mais importantes. Caso não sejam contemplados com algum reconhecimento, preferem a demissão e recomeçar em outro lugar. Sair de um emprego já não significa desespero como significava para as gerações passadas. O relacionamento deles com os colegas também se faz de forma horizontal onde o contato é mantido da mesma forma entre os colaboradores, indiferente do cargo que ocupem.

Algumas táticas são muito úteis para o bom convívio com alguém dessa geração.

A primeira é não contrariar as suas opiniões em primeiro momento. Faça de forma sutil, utilizando perguntas poderosas para mostrar o seu ponto de vista e pôr a fundamentação dele em questionamento. Assim será mais fácil discutir sobre o assunto. Caso ele consiga se defender em todas as perguntas, questione-se se realmente ele não tem razão. Lembre-se que apesar de não ser experiente, essa geração tem muita criatividade para lidar com problemas e encontrar soluções.

Ter muito cuidado para tomar as decisões de forma conjunta e envolvendo ele na discussão. Apontar os problemas e os objetivos, liderando os colaboradores para encontrar uma solução é algo inteligente de se fazer. Por um lado, o desafio os deixa mais inspirados e envolvidos, por outro você sairá ganhando, pois, a criatividade deles são surpreendentes.

Manter sempre um feedback e reconhecer o indivíduo dessa geração é frutífero. Essa geração não tem medo de arriscar, por isso recebe muito bem avaliação pois sente a necessidade de saber onde acertou ou errou para pode melhorar futuramente.

Acalmar os ânimos gerenciando a expectativa também é interessante. Acostumados a conquistar resultados de forma dinâmica e fácil, por vezes é necessário acalma-los e mostrar que o projeto necessita de um pouco mais de tempo do que eles pretendem gastar. Com um bom feedback com certeza ele entenderá.

O Coaching, aliado com a Programação Neuro-Linguística (PNL) e Hipnose trabalha com todas essas técnicas e muitas outras.

Você e sua equipe estão preparados para receber e conviver com essa geração no seu espaço de trabalho?

O clima organizacional presente está prono para receber novas ideias e métodos de trabalho?


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